O curso de extensão "Introdução ao Método Materialista Histórico" teve como objetivo o estudo dos textos clássicos para uma maior e mais adequada apropriação das categorias fundamentais que constituem o método materialista histórico, método este que permite uma leitura do real partindo da concreticidade e considerando o movimento próprio a esse real, o movimento dialético. Pela tradição do positivismo e da lógica formal que marca fortemente nosso pensamento, é necessário o rigor teórico e a disciplina de apreensão das categorias propostas por Marx e Engels para que possamos nos apropriar de uma outra forma de leitura do real. O curso introdutório tem por objetivo resgatar e sistematizar os aspectos sobre o método em um grupo determinado de textos - que compõe a bibliografia básica - e a elaboração de um texto que aprofunde aspectos desse método, observando pressupostos teórico metodológicos e a metodologia de análise que deles decorrem.
Este projeto dá continuidade a dois outros anteriores, desenvolvidos nos anos de 2006 e 2007 e 2008 em que foram estudados os volumes 1e 2 do livro I e livro 2 de O Capital de Karl Marx. Esta terceira edição do projeto de extensão objetiva, da mesma forma que os anteriores, propiciar o contato de estudantes e estudiosos em geral com algumas obras clássicas do pensamento da ciência política, da economia, da educação e da saúde. Neste ano, a proposição é estudar a obra O Capital de Karl Marx , Livro II. O projeto busca responder a uma grande demanda que tem chegado de vários setores ( sindicatos, alunos e egressos, movimentos sociais e partidos políticos) ao Grupo de Pesquisa em Políticas Sociais - GPPS. O caráter diferencial deste projeto está em constituir um grupo de efetivo estudo, com leituras prévias e debates com a coordenação de membros do GPPS, não caracterizando seminário ou palestras, já que a intenção é viabilizar o contato direto dos estudiosos com os textos clássicos, o que nem sempre é possível nos espaços de formação acadêmica, tanto em cursos de graduação como em cursos de especialização. Essa necessidade se impõe para ampliar o espaço de formação sistemático, dando condições aos integrantes de verticalizarem sua formação.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, através do Setor de Educação, e com o apoio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA; Governo do Estado do Paraná, Secretaria de Estado da Educação - SEED; Prefeitura Municipal de Cascavel; Prefeitura Municipal de Rio Bonito do Iguaçu; Grupo de Pesquisa em Políticas Sociais - GPPS - UNIOESTE, realizou primeira Jornada da Educação na Reforma Agrária no que diz respeito a garantia do direito à educação aos acampados e assentados em projetos de reforma agrária. Tendo por objetivo compreender o papel da educação do campo na reforma agrária através de conferências, grupos de trabalho, debates, socialização de experiências e atividades com música, teatro, dança, exposição de artes plásticas entre outras. Deste encontro espera-se a apropriação da luta pela educação por todos os envolvidos no encontro.
Trata-se de um projeto de extensão, desenvolvido no período de 2001 a 2007, que teve como objetivo desenvolver um trabalho multiprofissional e interdisciplinar no campo da saúde, congregando docentes e acadêmicos dos cursos de Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Medicina e Odontologia. O projeto previa a realização de ações de saúde nos diferentes níveis de assistência, com ênfase na promoção e na prevenção à saúde, realizando atividades de caráter intersetorial, envolvendo as diferentes secretarias municipais, associações de moradores e outros cursos da Universidade quando o problema a ser enfrentado assim o exigiu. O principal desafio colocado aos participantes do projeto foi no sentido de fazer com que todos assumissem a perspectiva do trabalho em equipe multiprofissional e a visão intersetorial da saúde como pressupostos importantes para a atuação nesta área. O projeto tinha como objetivo desenvolver atividades de extensão acadêmica, no âmbito da saúde coletiva a partir de uma perspectiva interdisciplinar e multiprofissional e como objetivos específicos:
A proposta de capacitação de professores e coordenadores das Escolas Itinerantes do MST, partindo da demanda criada pelo movimento, pretende constituir um espaço sistemático de estudos, debates e produção de sínteses acerca das questões internas à escola - desde questões curriculares, das diferentes áreas do conhecimento, da concepção de Educação do Campo, até questões teóricas enquanto fundamento para pensar a educação. A lógica que vem se constituindo como política pública em nível estadual e federal é herdeira da concepção de educação que foi se forjando na luta pela reforma agrária. Uma concepção de educação que compreende o campo como espaço de vida e produção da vida em sentido amplo, da relação homem/homem e homens/natureza otimizada pela apropriação dos saberes historicamente sistematizados, da ciência e da cultura elaborada em diálogo com as tradições e conhecimentos próprios à vida no campo. Assim, o movimento tem solicitado da Universidade a colaboração nesta tarefa e vê neste programa Universidade Sem Fronteiras um espaço bastante adequado para a formação continuada dos professores e especialistas das escolas dos acampamentos, prenhes de uma lógica e de uma prática muito próprias, sobretudo coletivistas. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST tem buscado a construção de uma escola adequada a realidade de sujeitos acampados, perseguindo uma educação que valorize a vida no campo numa perspectiva coletiva. Uma educação que esteja adequada á formação da luta pela terra e que contribua na construção de práticas fundamentais para o camponês militante, o que exige práticas educativas, pedagógicas e uma estrutura escolar própria. As escolas dos acampamentos do MST no Paraná contam com o reconhecimento do estado e são, portanto, juridicamente constituídas como política educacional por meio da SEED. O perfil destas escolas e o compromisso de toda a comunidade acampada em sua constituição, além da presença da Coordenação da Educação do Campo do Departamento da Diversidade da SEED tem permitido a produção de uma acúmulo de experiências vivamente avaliadas por todos os envolvidos e neste sentido buscam a capacitação dos pedagogos que atuam nas escolas itinerantes. Muitos desses coordenadores pedagógicos, graduados em pedagogia tiveram sua formação no Curso de Pedagogia para Educadores do Campo oferecido pela Unioeste em convênio com o Incra/Pronera - do qual grande parte dos membros do GPPS, professores do colegiado de pedagogia e enfermagem, estivemos envolvidos. Tais profissionais demandam uma continuidade de formação por meio da qualificação de suas reflexões e práticas assim como a capacitação do conjunto do quadro de professores. Justifica-se assim a realização desse projeto para a efetivação do diálogo formativo entre a Escola itinerante e o acúmulo teórico do Setor de Educação do MST, do Colegiado de Pedagogia, do GPPS e da SEED para a capacitação e formação de educadores a partir da concepção de escola proposta pelo movimento, conforme seus documentos base, sobretudo o Dossiê Escola/MST e as Diretrizes Operacionais para Educação do Campo(CNE/CEB 1/2002).